sexta-feira, 6 de novembro de 2009

eh eh - e vão dois!

domingo, 1 de novembro de 2009

Google Translate

Foi disponibilizada uma nova ferramenta neste blog. Na coluna da direita ao picar no topo "Google Translate" todos os conteúdos aparecerão em tradução automática para a língua inglesa. Sabemos que esta funcionalidade é ainda muito deficiente mas apesar de tudo é uma ajuda para a divulgação internacional dos conteúdos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Premios Delta ADI-FAD

De: ADI FAD [mailto:adi@adifad.org]
Enviado el: lunes, 22 de junio de 2009 12:47
Asunto: selección Premios Delta

33ª convocatoria Premios Delta
Núm. Inscripción: 418
Producto: CoMet K6: bombona ligera de butano



Estimados,
Como presidente de ADI-FAD tengo el placer de comunicaros que vuestro producto CoMet K6: bombona ligera de butano ha sido seleccionado como finalista de la 33ª edición de los Premios Delta 2009. ¡Felicidades!
El comité de expertos se reunió el pasado 4 de junio, y siguiendo los criterios de selección establecidos en las bases, se seleccionaron un total de 67 productos.
Recordad que con esta inscripción tendréis vuestro producto físicamente en la exposición que se realizará en el FAD y también en el catálogo de los Premios Delta, ambas con una importante difusión nacional e internacional.
Los productos seleccionados son distinguidos con la certificación “Selección ADI-FAD”, y podrán disponer de la marca registrada y homologada por ADI-FAD.
En el marco de los Premios habrá una serie de actividades paralelas a las cuales te quería invitar a participar. Felicidades de nuevo y espero poderos saludar personalmente el día 5 de noviembre en el FAD!

Hasta entonces, recibe un cordial saludo



Uli Marchsteiner
Presidente

domingo, 31 de maio de 2009

The Powerhouse Museum


SWAP’n’GO GREEN received a new honour, being the only non Australian product named in the 2009 Powerhouse Museum Selection. The Powerhouse Museum through its support of excellence in Australian design and innovation makes an annual selection of products from the finalists in the Australian International Design Awards. The recipients of the Powerhouse Museum Design Selection have proven to demonstrate excellence in design and innovative use of new technologies to provide significant benefits to users. As a result, SWAP’n’GO GREEN will be on exhibition at the Powerhouse Museum for 12 months commencing in August 2009.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Snap and Go nas Notícias UP

ver aqui

segunda-feira, 13 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Press release

A garrafa portátil de gás propano COMET, com design de Carlos Aguiar, e produção da AMTROL-ALFA, obteve a menção “2009 Australian International Design Award”

De referir que é a primeira vez que um projecto de design português é distinguido com um prémio de Design no continente Australiano, demonstrando assim de forma inequívoca a globalidade dos mercados actuais e a competitividade da inovação nacional a nível internacional.

A garrafa de gás agora premiada pertence á família CoMet de garrafas de tecnologia compósita (metal e fibra de vidro) desenvolvidas pela Amtrol Alfa e o INEGI e de que a Pluma da GALP foi o primeiro exemplo.

O modelo agora premiado, comercializado pela ELGAS, companhia integrada no grupo mundial LINDE, só foi possível pelo carácter altamente modular sobre o qual o projecto foi desenvolvido. Para dar resposta ultra rápida às necessidades do mercado Australiano em termos de capacidade e atravancamento, a Amtrol propôs a utilização de uma jaqueta baixa (conhecida no mercado português por K6 da Repsol) associada a uma base sobre elevada dotada de IML de identificação. Esta solução permitiu desenvolver, em tempo record, um novo produto que recebeu a designação de “snap and go” bem demonstrativa da incomparável facilidade de utilização e superior ergonomia desta solução em relação aos modelos tradicionais.

Carlos Aguiar, docente da FEUP, área focal EDAM do MIT Portugal, tinha anteriormente obtido pela primeira vez para Portugal os mais relevantes prémios de Design de produto internacionais: Design Plus (Frankfurt) e Red Dot (Essen), IF-Gold (Hannover) todos na Alemanha, Good Design(Chicago) nos EUA e G-Mark em Tóquio bem como nomeações como finalista do Prémio de Design da República Federal Alemã.

Snap and Go


Product Description and Principal Function(s)

SWAP’n’GO GREEN is a lightweight LPG cylinder for all leisure uses. SnGG has a steel inner liner, wrapped in a thermoplastic composite layer inside a plastic outer jacket, achieving a total weight of 6.5Kg, for an 8.0kg LPG Capacity. SnGG also offers improved safety with a valve that will not allow the release of gas unless a regulator is attached.

SnGG is intended for use in the SWAP’n’GO swap network. Along with the revolutionary cylinder design, SnGG also has 100% carbon offset LPG and a 100% recyclable cylinder, giving consumers a truly ‘Green’ choice in BBQ/Patio Heater LPG swap cylinders.
Why does the product represent design excellence and why do you believe it deserves an Australian International Design Award?
SWAP’n’GO GREEN offers consumers real benefits versus the existing alternatives:

1. 100% CARBON NEUTRAL LPG with certified carbon offsets
2. 100% RECYCLABLE MATERIALS used in bottle construction
3. LIGHTER WEIGHT than a typical steel cylinder
4. EASY TO CARRY with comfortable twin handles
5. RUST FREE coastal friendly exterior
6. STRONG composite reinforced construction with steel inner liner
7. DURABLE impact resistant outer shell
8. IMPROVED SAFETY with a valve that will not allow the release of gas unless a regulator is attached

Steel LPG cylinders are a common daily use product that have been accepted, essentially as is, for over 50 years. Presently there are an estimated 1.8 billion steel cylinders in use worldwide. However, this very old design contains many less than optimal features including unacceptable consumer ergonomic protection.

The SnGG lightweight cylinder is the first and only thermoplastic composite cylinder ever produced. It is a fully recyclable cylinder, with a steel inner liner, a thermoplastic composite over-wrap and an exterior protective plastic jacket. The SnGG lightweight cylinder was designed to overcome most of the disadvantages present in old designs.

SnGG offers superior ergonomics. A standard steel cylinder has a folded metal handle that digs into the user’s hand. The SnGG handles are shaped with a naturally fitting form and a large surface area to provide greater comfort in handling. SnGG also has two opposing handles, instead of one, that allowing for a two-handed carry in front of the user, as opposed to an ergonomically challenged one armed lopsided carry.

SnGG is a rust free product that is suitable for all types of normally occurring weather and environments, including coastal areas. However, the steel liner provides good heat transfer necessary for good vaporisation, as well as an impermeable layer, eliminating the possibility of gas permeation through the cylinder wall.

The use of thermoplastic material as an inner wrap, along with the thin steel liner, provides lightness to the cylinder in addition to increased shock resistance and full recyclability. Selection of thermoplastic composite material provides a clean manufacturing process, with no dangerous emissions, becoming friendly not only to the environment but also to workers and end consumers.

The plastic outer jacket provides protection against shock, UV radiation and corrosion, as well as providing superior aesthetics. The outer configuration is also designed stackable for transport. Its appealing design revolutionises a common product into a differentiated product with its unlimited colour options and integrated graphics.

The design eliminates significant swap system refurbishment processes, costs and emissions. The integral colour eliminates the need for re-painting while the integral graphics eliminate the need to remove and replace labels. The scratch resistant exterior also eliminates the need for protective netting.

The SnGG cylinder is designed under the unlimited life criteria. Several variations of the cylinder have been approved by TÜV Rheinland, according to the European directive 99/36/EC (Transportable Pressure Equipment Directive). The cylinder can be manufactured according to several International Standards including EN12245; EN14427; DOT SP 14457; AS2030; and ABNT NBR 15574. . The cylinder is marketed as CoMet outside of Australia.

António Sena da Silva (1926-2001)

António Sena da Silva (1926-2001) coordenação Barbara Coutinho
Capítulo 3 – Qualidade e Produtividade; Parte 1 - A importância do Design na estratégia empresarial

Uma das incansáveis cruzadas do António Sena da Silva foi a de levar o design aos industriais e por eles, ao utilizador final.
Felizmente antes do tempo em que tudo se refere à competitividade, a premência do design na indústria aparecia a Sena como um imperativo racional e ético, mais do que qualquer outra coisa. O projecto com “P” grande escorreito, íntegro e capaz, era para o Sena de uma evidência absoluta.
Chegava a perder um pouco a paciência com quem não percebesse o que para ele era tão óbvio. Era uma maçada não ser evidente para todos que o Design tinha de estar na base de tudo. O nome não teria sequer de ser esse, mas a atitude de rigor e sagesse que lhe era subjacente e caracterizava a visão que lançava sobre tudo o que fazia, desde os projectos das escolas decorrentes de valores didácticos, ao mobiliário alicerçado na grande cultura da marcenaria, às mensagens claramente expressas nos cartazes, até ao currículo sinteticamente batido numa folha A4.
Julgo que o Sena, felizmente, era muito mais idealista do que eu. Ao longo dos tempos fui ganhando uma endurance de pragmatismo que me leva a não ter a mesma perseverança que ele tinha em continuar a intervir em prol do design em contextos onde o esforço mais se podia assemelhar a uma luta quixotesca com moinhos de vento.
Julgo que compreendo um pouco a razão desta inabalável determinação, porque a incontornabilidade do design em Sena tinha muito daquilo que eu mesmo sinto, ainda hoje, e que poderia tentar definir como um imperativo lógico e emotivo. Porquê não colocar em cada projecto todos os trunfos de que podermos dispor? Não há projectos mais importantes do que outros. Do apara-lápis ao transatlântico vai uma enorme diferença de escala e complexidade, mas ambos devem decorrer da mesma paixão pelo absoluto e do mesmo rigor na abordagem. A projectação em Design, como na arquitectura e na engenharia, decorre de premissas éticas que são absolutamente óbvias para quem as escolhe, abraça e pratica. Não se trata de fazer feio podendo fazer bonito, trata-se sobretudo de o fazer inteligentemente e perante isso não pode haver alternativa. A própria beleza decorre dessa perfeição lógica e emocional e não é um fim em si mesma. É indissociável da boa solução. Se parte dela ou a ela permite chegar é outra questão. (Conta-se que Marcel Dassault, questionado acerca da razão que o tinha levado a apostar antes de todos os outros num improvável perfil de asa para o Mirage III, e que os estudos aerodinâmicos posteriores vieram a rectificar, disse simplesmente: Era evidente: era o mais bonito!)
É claro que a desafogada situação económica de Sena da Silva lhe permitiu seguir ao longo de toda a sua vida, com maior tenacidade um caminho de uma grande persistência na transmissão dos valores que advogava para o design e para o projecto. Essa situação não lhe retira em nada o mérito, nem a nossa dívida para com ele.
Conheci o Arquitecto Sena da Silva no Instituto de Design da Universidade do Porto em 1990, e foi na sequência dessa experiência e a seu convite que comecei a colaborar com o Centro Português de Design. Criámos, em 1992, numa parceria CPD-Glasgow School of Art, uma pós-graduação em Design de Equipamento que o então programa PEDIP (missões de qualidade e design industrial - programa que, diga-se de passagem, subsidiou largamente o Design, talvez com resultados aquém do expectável face ao investimento disponibilizado) tornou possível. O design do curso decorreu já de uma vontade muito clara de Sena da Silva de aproximar o ensino da prática e de permitir, por essa via, uma mais fácil e eficaz integração dos formandos na realidade industrial.
Nessa altura discutíamos, acaloradamente, esta absoluta necessidade, num grupo que incluía o Daciano Costa e o Victor Pinheiro (Professor de Design Português de Viana do Castelo, radicado no Canadá desde os anos 60, onde chegou a dirigir o curso de Design da Universidade de Montreal) e ao qual se veio juntar, posteriormente, o Normal McNally da GSA.
Nas funções de Presidente do CPD, Sena contactava frequentemente com o tecido empresarial do Norte e eu acompanhei-o, muitas vezes, nessas incursões ao sector do mobiliário (pelo qual sempre se interessou em particular) de Paços de Ferreira ou de Rebordosa, geralmente, com colossais atrasos e inesperadas alterações do programa para fruir, num qualquer restaurante, de um bom almoço ou de uma interminável conversa.
Criámos e propusemos várias utopias que acreditávamos possíveis, não só pela nossa fé na força da lógica do design, mas ainda porque estávamos inocentemente convencidos de que eram tão óbvias que seriam por certo viabilizadas, um dia, por alguém ou por alguma instituição.
Depressa percebi que, por parte dos nossos interlocutores, receber de braços abertos as ideias que lhes apresentávamos e fazer o que quer que fosse para as pôr em prática eram questões bem diferentes. Talvez a maior parte das vezes as nossas propostas fossem simplesmente irrealistas face aos contextos e às capacidades económicas e institucionais de que na realidade dependeriam.
Foi assim que desenhámos uma proposta de um hipotético “Pólo Continental da Glasgow School of Art” para a localidade de Paredes, em torno de dois eixos Público/Indústria e Gestão/Design, que pretendia articular, concertadamente, os Ministérios da Indústria e Educação, o ICEP, o CPD e Associações de Consumidores e Designers (15 anos depois continuam a não estar claramente implantadas), em torno de um núcleo expositivo permanente.
Propostas mais recentes retomaram abordagens muito semelhantes, como foram o caso dos projectos FACE da Universidade de Aveiro, para a Fábrica Brandão Gomes, em Espinho e a Casa do Design, do ID+ - Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (UAveiro + UPorto), que tal como a anterior não saíram do papel. Sina nossa ou do país que temos?
Os contextos são hoje muito diferentes: o espaço do sonho reduziu-se na economia e a profissionalização do design aumentou de forma impiedosa fazendo resvalar para o domínio do pragmatismo empresarial o que, naquele tempo, afinal tão próximo, mas também já tão distante, ainda podia ter tido como propósito, o imperativo humano e cultural.
A actual situação do sistema económico produtivo, sobre o qual devemos lançar um olhar transversal, já não confinado a antigas divisões de produtos e serviços, e a apropriação icónica que as sociedades de abundância fazem dos seus resultados, exige um contributo claro do design que não se compadece com nada que não seja a excelência.
Tanto na sua vertente operativa de articulação produtiva do projecto, como na sua vertente de conformador cultural do significado dos artefactos, no sentido lato de objectos e produtos, o design é cada vez mais o núcleo da actividade projectual em muitas áreas de actuação.
Para isso é necessário formar agentes que sejam capazes de disseminar a sua prática nas empresas em geral e na indústria em particular. Também, nesta vertente do ensino dos designers, como futuros profissionais capazes de implementar essas boas práticas, o Sena sempre defendeu um certo pragmatismo de mãos à obra, nem sempre bem compreendido.
Por vezes, algum excesso de entusiasmo no discurso, face a plateias incapazes de o entenderem no devido contexto, levava Sena da Silva a situações desconfortáveis como aquela em que, numa intervenção num fórum de industriais, defendendo o precoce contacto dos estudantes com a manualidade oficinal, assistiu perplexo à intervenção de um empresário que lhe disse: “Finalmente encontro alguém que defende o trabalho infantil! Por isso mesmo é que eu emprego crianças na minha fábrica!”
Se por um lado o contacto com a realidade técnica e o desenvolvimento da manualidade e da curiosidade são de facto basilares para alicerçarem as futuras capacidades de compreensão e inventiva, por outro lado, já não será tão claro que essas necessidades sejam um particular apanágio do design, ou se simplesmente deveriam ser integradas por todos nós, numa formação completa e humanista.
O problema do contacto com a técnica, abordada de forma natural como uma parcela totalmente integrada na vida do século 21, tem de ser feito desde os primeiros anos da educação e ensino para ser assimilada como literacia. Programas deste tipo são hoje em dia laboriosamente postos em prática na Alemanha, onde se reconhece que as vocações para a engenharia têm de ser despertadas no Jardim-de-Infância!
Entre nós, infelizmente, cada vez menos as novas gerações são capazes de utilizar ferramentas ou construir engenhocas. A “cultura informática” tem nisso alguma responsabilidade. Vale a pena desmontar um relógio de pêndulo para o tentar reparar, mas é completamente inútil olhar para um circuito electrónico que deixou de funcionar.
Estas duas ideias: a de que a aprendizagem do design se devia fazer por um processo de hands on – aprender fazendo, juntamente com a da centralidade oficinal no processo projectual, aparecem-nos sempre presentes, no percurso e na obra de Sena da Silva.
Ambas foram para mim essenciais na minha formação, mas de ambas me distanciei progressiva e irremediavelmente, face a uma realidade profissional com a qual fui contactando e sobre a qual fui construindo outras leituras.
O Designer tem de conhecer os limites da tecnologia de produção mas é lícito que aspire a dispor de um especialista para a concretizar.
Esta situação remete, ainda, para outra questão que me parece fundamental: o design é um trabalho de equipa, onde o contributo do designer se completa e articula com outros saberes, alguns da área projectual como os da engenharia, outros de áreas da gestão ou do marketing e de igual forma com as capacidades e saberes do operador que executa o produto.
Entendo que o designer não pode ter a arrogância de pensar que, pelo simples facto de ter acesso a uma oficina, isso lhe permite dominar as questões da materialização. Só pelo respeito profundo pelo saber de outros actores, porventura de importância tão decisiva quanto a sua, poderá integrar de forma criativa as possibilidades que a técnica virá a abrir ao projecto. É no diálogo e na capacidade de saber perceber os limites produtivos que o design se torna de excelência.
Hoje em dia é muito mais necessário ser capaz de entender, do que fazer. Julgo que o próprio Sena da Silva, no fundo, seguiu toda a vida esta orientação apesar de defender um pouco o contrário. Basta vermos como se referia ao que lhe ensinou Mestre Manuel Sousa Braga sobre a construção (e como tal sobre o projecto) de móveis, para percebermos que, no fundo, nunca poderia ter chegado às mesmas conclusões de garlopa em punho numa oficina. Para retirar o verdadeiro saber da experiência é necessário vivê-la por inteiro e isso nunca poderá ser feito pelo designer por duas óbvias razões: por um lado tem de aprender o seu próprio mister, o que não lhe deixa tempo para o dos outros e, por outro, a especialização de todas os processos é, nos nossos dias, de tal ordem elevada que nada é mais enganoso e perigoso para o designer do que julgar ter umas ideias sobre os processos. Quais? Os de há 5 anos atrás, agora totalmente ultrapassados? Os que irá ser necessário dominar amanhã?
Contudo, o actual suporte digital da forma e do processo de produção veio alterar ainda mais esta escala de valores. De uma realidade analógica onde a maestria dos artífices das diferentes fases, do desenhador técnico ao fundidor, passando pelo carpinteiro de moldes, era um elo fundamental da manutenção da intenção projectual do designer, ao actual registo digital, onde o erro humano foi confinado à resolução do equipamento, a estratégia de gestão de recursos humanos (que muitas vezes cai também sob a alçada do designer), necessária à consumação da obra, alterou-se radicalmente.
Constato hoje que, ao recordar o discurso do Sena da Silva, na sua vertente de divulgação empresarial e no entrosamento do ensino do design no tecido industrial, não posso, em rigor, subscrever as suas posições. No entanto, sinto que esse detalhe é bem menor face ao grande legado que nos deixou: as únicas coisas de que não podemos abdicar no design são a utopia, a inteligência e a emoção.
Se as estratégias empresariais puderem subscrever estes valores assegurarão não só o seu futuro, como o espaço de actuação do Design como prática profissional com dignidade e ética, na sua dimensão humana e cultural, e não apenas como um mero indutor acrítico do consumo a que, muitas vezes, infelizmente, está hoje reduzido.

Arouca, 25 de Março de 2009
Carlos Aguiar

domingo, 13 de julho de 2008














segunda-feira, 9 de junho de 2008

Arquitectura e Vida - Entrevista de Francisco Providencia

Francisco Providencia (FP) - O seu currículo como designer está cheio de prémios internacionais de designindustrial: pode-nos fazer uma breve cronologia das distinções de que tem sido alvo?
Carlos Aguiar (CA) - Recebi por três vezes o “Prémio Design para a Industria” do Centro Português de Design em 92 e 94 (2). Em 94 recebi igualmente o “Prémio Designer” do CPD. Em 97 foi finalista do “Prémio Europeu de Design”. Em 2001 obtive o prémio “DESIGN PLUS ISH” em Frankfurt, em 2002 o “GOOD DESIGN Award” em Chicago.e o “RED DOT 2002” em Essen na Alemanha. Ainda em 2002 o Prémio Nacional de Design, Trofeu Sena da Silva e em 2005 pela segunda vez o “Good Design” nos E.U.A. Em 2006 recebi em Tóquio o “Good Design G-Mark Award” ; o “IF” em Hannover e o Award Globe Packaging 2006 em Nuremberga, na Alemanha.Estas menções são geralmente atribuídas em duas fases com uma apreciação final por um júri especializado. Diversas vezes estive nessas “finais”.: Good Design – 1987, Red Dot 2004 e por quatro vezes no IF 2002, mas gostava de destacar a presença em 2004 no “Rat Fur Formgebund” uma das mais altas distinções da área em todo o mundo facto a que apenas se tem acesso por convite directo de um júri de curadores do Ministério da Economia da República Federal Alemã.

FP - Ainda lhe falta obter alguma menção de referencia importante?
CA - Nunca obtive nestas competições uma menção no numero extremamente restrito dos “destaques”: o “Best of the Best” do Red Dot e o “Gold Award” do IF”(1), nem a nível nacional o Prémio Carreira do CPD. Como as perguntas se encaminharam para aqui, gostava de esclarecer que não “colecciono” este tipo de menções e que elas tem surgido muito simplesmente porque me parece importante que o trabalho que vamos fazendo seja reconhecido, já que muitas vezes internamente não o é. (1) Nota: Obtido posteriormente com a Garrafa Comet de 24litros

FP - O prémio Good Design dá direito a presença na colecção permanente do Museu de Chicago, não é? E na colecção António Capello, antigo Museu de Design, também está presente? O que pensa da filosofia do Museu de Design?
CA - Estes prémios costumam estar ligados a grandes exposições de design de visibilidade mundial. O IF tem mesmo um pavilhão de exposição próprio na Feira de Hannover onde figuram os laureados da edição anterior. Este espaço é um fabuloso “Forum” vivo do melhor que se pratica na área – é assim que em parte deveriam ser os museus de design. Tóquio utiliza os “G Mark” para fazer a maior exposição de design da Ásia. Em Chicago como o “Good Design” é organizado pelo Chicago Atenaeunm é aí naturalmente que os produto são expostos. Já agora, como curiosidade para quem se interessa por arquitectura, este prémio foi fundado em 1950 por. Edgar J. Kaufmann, Jr.,: filho de Edgar Kaufmann para quem Frank Loyd Wrhigt construiu a casa da cascata (Fallingwater). Nomes como Charles and Ray Eames, Eero Saarinen, Russel Wright, Florence Knoll e George Nelson entre muitos outros figuram entre os laureados.A nível nacional a selecção dos objectos que compõem a colecção Capello (a que os responsáveis chamam geralmente “peças”) não tem nada a ver com o design que eu pratico e por isso naturalmente não estou representado.

FP - Qual o grau de envolvimento das empresas com que tem colaborado, na projecção internacional do seu trabalho?
CA - Os primeiros não foram sequer divulgados. Só muito recentemente as empresas parecem despertar um pouco mais para o valor com referencias de qualidade dos produtos que estes galardões. tem em termos de percepção pública pelo mercado. Como designer julgo que o meu trabalho não tem qualquer projecção internacional.FP - Um currículo de êxitos dependerá certamente das qualidades individuais do autor, mas também da sua formação. Em que escola aprendeu a ser designer?CA - A minha formação fez-se inicialmente em Engenharia Mecânica, Arquitectura e finalmente Design. Não é um percurso excessivamente invulgar na área do design de produto. As ligações entre a Arquitectura e o Design são frequentes (ex. Itália) e a base de Engenharia é até por vezes solicitada como no País Basco, onde o Centro de Design promove pós graduações em Design Industrial para licenciados em Engenharia como forma de integração na Indústria.Esta formação não me parece no entanto fundamental nos nosso dias face a um entendimento muito mais unificado dos territórios do Design como actividade global que passa obrigatoriamente pelo estabelecimento de parcerias com outras áreas complementares de conhecimento.

FP - Como destingue o Carlos Aguiar Engenheiro do Carlos Aguiar Designer?
CA - É muito fácil. Nunca existiu um profissional Carlos Aguiar Engenheiro. Formei-me em Mecânica à 30 anos e nunca exerci. Comecei imediatamente a estudar Arquitectura, por isso o 1º curso deu-me uma base de conhecimento científico e tecnológico mas nada em termos de experiência industrial. Essa, curiosamente, veio apenas muito depois pela prática do Design.De qualquer forma para mim o importante é o papel que cada um desempenha num processo de desenvolvimento de produto: o Designer vela pelas questões de usabilidade e significado, o Engenheiro pelas de performance e produção e o Gestor pelas de viabilidade económica e rentabilidade. São “chapéus diferentes” decorrentes de sensibilidades e culturas diferentes. Eu raramente ponho o do engenheiro porque normalmente conto com alguém na equipa que sabe, nessa área, mais do que eu.

FP - Sabemos que paralelamente à sua actividade profissional, desenvolve actividade docente universitária. Quer falar-nos um pouco dessa actividade?
CA - Mal acabei de me formar em 1975 fui contratado para assistente da FEUP. Depois disso colaborei com diversas instituições no Porto, Viana e Aveiro onde sou docente da UA à 10 anos. Aqui constituiu-se um grupo de reflexão com o Francisco Providencia, O Vasco e o João Branco (recentemente falecido) que foi muito importante para construção pessoal do entendimento que hoje faço do design. O ensino é por outro lado uma extraordinária actividade para percebermos se realmente temos ou não as ideias arrumadas. Ninguém consegue explicar claramente uma coisa que não domina no seu íntimo. A constatação dos resultados positivos do nosso ensino nos alunos é ainda uma confirmação da nossa leitura da profissão.

FP - Pelo currículo verificamos que tem reflectido sobre o ensino do design ‹ função naturalmente implícita e indissolúvel da prática de designer‹, colaborando em reformas curriculares desde o ensino secundário, pós secundário e superior (universitário / politécnico). Qual é a sua visão global do ensino do design em Portugal?
CA - Evoluiu muito nos últimos 15 anos. Por um lado houve uma grande proliferação de oferta de cursos, alguns sem grande justificação ou qualificação docente. Por outro lado a oferta superior diversificou-se, passando a incluir formações de nível médio (secundário e pós secundário) epós graduado – mestrados e doutoramentos. Julgo que apesar disso pelo lado da procura existe ainda pouca informação sobre as diferenças em termos de qualidade de ensino e de empregabilidade de toda esta oferta. A nível superior temo que a necessidade de seguir modelos gerais instituídos tenha levado ao aparecimento de um certo tipo de investigação” a metro” mais preocupada em existir para cumprir mínimos, obter financiamentos ou visibilidade do que expressar reais inquietações de pesquisa.È geralmente aceite que a integração da experiência dos profissionais (que geralmente tutelam o ensino numa fase intermédia da evolução dos cursos) com a prática de uma reflexão e de uma vivência académica de investigação teórica é a única forma de atingir um patamar de excelência no ensino da disciplina.Não sei se em Portugal isto se está a fazer ou apenas a fazer de conta que se faz . Veremos os resultados a que a nossa tão peculiar maneira de ser (privilegiando muitas vezes a forma em vez da substancia) vai conduzir.

FP - A licenciatura em Design da Universidade de Aveiro tem-se posicionado nos últimos anos entre as mais procuradas do país, tendo mesmo ocupado o primeiro lugar no ano passado. A que se deverá o fenómeno de uma tão pequena escola regional conquistar a liderança contra as vantagens geográficas e históricas das suas concorrentes?
CA - Quanto a mim deve-se à singular situação de ter tido até agora um muito particular “mix” de profissionais séniores de inquestionável experiência (e continuada prática no mercado) e de académicos de formação mais teórica e mais desligados dessas realidades. Esta curiosa convivência permitiu um constante balanço entre utopia, experimentação e prática, o permanente questionamento de modelos e simultaneamente a sua implementação e teste a nível pedagógico. Devo confessar que sinto com alguma mágoa que a Universidade, como instituição, não percebeu que os bons resultados do curso decorreram em grande parte desta singularidade, e tudo indica que a venha a aniquilar, ao incentivar a adopção de um modelo exclusivamente académico para o seu corpo docente. A falta de instalações próprias, os cortes orçamentais e a política de “rescisão” dos vínculos de antigos colaboradores para contratar novos para os mesmos lugares só pode igualmente diminuir a qualidade do ensino.

FP - A actividade profissional do designer não está ainda consagrada entre as profissões reconhecidas pelo Estado Português, apesar dos 1.500 licenciados por ano. A sociedade, ao escolher a formação em Design, parece acreditar numa actividade que os políticos ainda desconhecem. O que pensa do futuro da profissão em Portugal?
CA - O futuro da profissão em Portugal é por um lado indissociável do futuro sócio económico e cultural do país e por outro lado da capacidade de os designers portugueses começarem a operar no exterior. A diáspora dos nossos designers no estrangeiro ou é insignificante ou é muito discreta, o que parece apontar para que tarda a efectiva internacionalização da actividade. Nesta área (como em quase todas as outras aliás) o mercado de trabalho tem de ser encarado a nível europeu ou mesmo global o que não parece ainda estar a acontecer entre nós.

FP - A economia tem sido tema recorrente na imprensa nacional, nem sempre pelos melhores motivos; temos sido confrontados com a necessidade urgente da recuperação económica do país que parece depender cada vez mais da capacidade em criar valor das nossas empresas, vendendo melhor os seus produtos. Curiosamente, não se ouve muito falar de design As suas prestações como designer têm contribuído para o sucesso das industrias com que colabora?
CA - Os resultados apontam nesse sentido, mas essa pergunta deveria ser feita aos clientes. Constato que nomeadamente na Cifial a evolução da estratégia de design de produto é perceptível a nível das torneiras e ferragem e muito especialmente na Louça Sanitária onde foi possível criar quase uma nova identidade para o negócio totalmente indiferenciado no tempo da antiga Aquatis.Há muitos anos referi-me a um projecto meu que vendeu muitíssimo bem como um sucesso de design e fui refutado por um administrador dizendo que não foi nada um sucesso de design mas sim um sucesso comercial.... As empresas ainda tem algum caminho a percorrer.

FP - Reportando-se à sua actual experiência, de que forma pensa possam estar articulados os interesses da indústria da Universidade e do design?
CA - A Universidade tem no ensino e na prestação de serviços à comunidade duas tarefas bem claras que devem ser articuladas com ponderação, eficácia e ética. Advogo que a participação das empresas no processo de ensino (projectos com estudantes) deve cingir-se a estudos que tenham como objectivo principal a melhoria da qualidade do ensino e a formação de futuros profissionais cada vez mais competentes. A prestação de serviços de Design pelas universidades, quer num modelo meramente de competências existentes no seu interior, quer integrados em projectos de investigação, deve ser pautado por uma ética de concorrência leal com os profissionais que já operam no mercado, de forma transparente em termos de autoria, direitos e custos.Nunca me pareceu aceitável uma empresa envolver-se com alunos para depois explorar economicamente os resultados. Este tipo de projectos é pertença de quem? da empresa, do aluno?, do professor que o orientou?, da Universidade que os alberga? Parecem-me demasiadas situações potencialmente pouco claras para seguirmos esse caminho..

FP - A sua produção criativa parece estar muito ligada ao âmbito da “arquitectura e vida² ‹ desenhando torneiras, puxadores, peças sanitárias cerâmicas, esquentadores, botijas de gás, autoclismos. Considera-se um especialista em arquitectura de banho? Ou em ambiente de vida?
CA - Infelizmente isso tem acontecido e é uma situação que não me é particularmente cara.. Decorre da simples razão de que eu acabo por me dar razoavelmente bem com os clientes (o que parece confirmar a ideia de que o design deve ser antes de mais uma parceria) e como tal estabeleço relações prolongadas de cooperação. Não entendo que haja designers de banho como não ha arquitectos de blocos de habitação. Tenho tido encomendas nestas áreas e não tenho feito esforços para as diversificar. O tempo também não dá para tudo e eu gosto de acompanhar de perto o evoluir dos projectos. Posso adiantar, no entanto, que neste momento estou envolvido igualmente em projectos na área da casa e mesa que espero em breve possam ser divulgados.

FP - Sabendo que uma parte importante dos nossos leitores são estudantes, de que livro recomendaria a leitura?
CA - Apontar apenas um poderia ser lido como uma “cartilha” e o design nunca é monolateral, por isso gostaria de referir:Universal Principles of Design de Wiliam Lidwell, Kritina Holden e Jill Butler; Rockport Publishers, 2003; Massachusetts, EUADiseño Ecológico; Joaquim Viñolas Marlet; Ed. Blume; 2005 BarcelonaE finalmente a recém publicada tradução em Português pela Editora Edgar Blucher de S. Paulo, Brasil, do livro de Bernhard Burdeck: História, Teoria e Prática do Design de Produtos

FP - Se tivesse que escolher um tema para caracterizar a formação em design, o que é que consideraria mais importante?
CA - Valores humanos

domingo, 8 de junho de 2008

Resumo

Natural do Porto é licenciado em Engenharia Mecânica pela FEUP.Estudou posteriormente Arquitectura na Escola Politécnica Federal de Lausanne na Suiça e na Faculdade de Arquitectura da UP. Participou no lançamento do curso de Arquitectura da Cooperativa Arvore. Realizou uma pós graduação em Design de Equipamento e Produtos no Instituto de Design da Universidade do Porto. Obteve o grau de Mestre em Desenho Industrial pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Finaliza actualmente o doutoramento em Design na Universidade de Aveiro.

Vertente ensino/investigação
Leccionou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no Instituto Superior de Engenharia do Porto, no Instituto de Design da Universidade do Porto, no curso de pós graduação em Design do Centro Portugues de Design e da Glasgow School of Art, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e é actualmente professor convidado da Universidade de Aveiro, no Departamento de Comunicação e Arte, sendo um dos responsáveis pela condução pedagógica da Licenciatura em Design. Em 2005 e 2006 exerceu as funções de Director da Licenciatura em Tecnologia e Design de Produto da Escola Superior Aveiro Norte (ramo de ensino Politécnico da Universidade de Aveiro).
Desenvolveu continuada reflexão sobre a organização curricular em Design e Desenvolvimento de Produto, tendo elaborado as estruturas da licenciatura em Design e do Mestrado em Design, Materiais e Gestão de Produto (envolvendo os departamentos de Comunicação e Arte, Ceramica e Vidro e Gestão Industrial) da Universidade de Aveiro. Reformulou a estrutura e conteúdos disciplinares da Licenciatura em Tecnologia e Design de Produto da Escola Superior de Tecnologia e Design - Aveiro Norte, para a sua entrada em funcionamento segundo o modelo de Bolonha. A convite do Ministério da Educação coordenou a equipa que elaborou em 2005 e 2006 os novos programas de Projecto dos Cursos de Design de Produto do Ensino Artístico Especializado do 11º e 12º ano do ensino secundário.
Pertenceu à Unica (Unidade de Investigação e Arte) e é actualmente membro do id+ (Research Institute for Design Media and Culture que agrega investigadores em Design da UA e UP). Publicou diversos artigos em Congressos e revistas da especialidade, participou em publicações, seminários e na co-orientação de teses de mestrado e doutoramento.

Vertente prática profissional
Exerce desde 1991 a prática de Design através da firma Escritório de Design Unipessoal Lda. no ambito da qual foi autor de várias centenas de projectos de design sobretudo na área metalomecânica (mobiliário urbano, torneiras, louça metálica, válvulas, ferragens e máquinas ferramentas), plásticos, cerâmica decorativa e sanitária, em relação a muitos dos quais liderou todo o processo de desenvolvimento.
Desempenha desde 1992 funções de Consultor Sénior do Centro Português de Design, desde 1997 Consultor da Cifial SI e desde 2006 Consultor em Design da Amtrol-Alfa SA. Desde 2007 é Director do Departamento de Design e Desenvolvimento de Produto da Cifial SI e colabora como Designer com a Silampos SA.
Trabalhos seus estiveram representados em exposições de design em Portugal e no estrangeiro, bem como em museus na Alemanha e E.U.A. Quatro dos seus trabalhos foram integrados na colectânea “Best Of” do Design Português do Centro Português de Design e a torneira Panda incluída numa colecção de selos emitidos pelos CTT como marcos do design industrial do séc.XX em Portugal com base numa selecção de Daciano Costa. Projecto seus receberam ainda diversos prémios de design de revistas da especialidade destacando quatro ADEX (Award for Design Excelence) do Design Journal (EUA) em 2007 e 2008 e o Wybor Roku da revista Lazienka (Polónia).


Prémios nacionais e Internacionais em Design
Recebeu por três vezes o “Prémio Design para a Industria” do Centro Português de Design (1992 e 2x1994). Em 1994, foi-lhe atribuído o primeiro “Prémio Designer” conferido pelo “pela contribuição demonstrada para a afirmação do design Global das empresas, assim como dos métodos utilizados na investigação, concepção e desenvolvimento de novos produtos. Em 1997 foi finalista do Prémio Europeu de Design com a empresa Cifial e participou na respectiva exposição no Forum “La Villete” em Paris. Em 2001 obtém o prémio “DESIGN PLUS ISH” em Frankfurt, Alemanha e em 2002 o “GOOD DESIGN Award” atribuída nos EUA pelo Chicago Athenaum – The Museum of Architecture and Design e “RED DOT 2002” atribuída pelo Design Zentrun Nordrhein Westfalen em Essen na Alemanha. Ainda em 2001 é escolhido como exemplo de designer industrial no “Dicionário das personalidades Portuenses do Sec. XX”, edição da Sociedade Porto 2001. Em 2002 obtém o Prémio Nacional de Design, Trofeu Sena da Silva conferido pelo Centro Português de Design.. Em 2004 é convidado pelos curadores do Ministério da Economia da República Federal Alemã a apresentar a Techno 465 ao Concurso Rat Fur Formgebund uma das mais altas distinções da área em todo o mundo. Concorre ao IF Product design award 2005 em Hannover com 3 projectos de novas ferragens, atingindo os três a fase final da competição. Ainda este ano, recebe pela segunda vez a menção “Good Design” nos E.U.A:, desta vez pela linha de ferragem de porta Techno “Bionic”. Em 2006 recebe em Tóquio o Good Design G-Mark Award da Japan Industrial Design Promotion Organization (JIDPO) com a garrafa de gás propano ultra leve CoMet. Ainda em 2006 obtém na Alemanha a menção GOLD do IF 2006 Industrial Forum Award em Hannover e o Award Globe Packaging 2006 do Museu da Embalagem de Nuremberga.
Em 2007 recebe o ReD Dot Award em Essen agora com a versão alta da mesma garrafa CoMet . Em 2008 é de novo nomeado pelo German Design Council para a final do Prémio de Design da República Federal Alemã. Os projectos Techno C3 e M10 são finalistas do Good Design Polónia 2008 e encontram-se expostos até 22 de Junho no Museu do Institudo Polaco de Design.

Arouca, 7 de Maio 2006